Helena
O grito dele ainda ecoava nas minhas costelas quando finalmente consegui puxar ar. Arthur avançava como uma tempestade prestes a me engolir, os olhos faiscando de fúria.
— Eu não sei! — minha voz saiu trêmula, desesperada, tentando atravessar o peso da raiva dele. — Eu não faço ideia de quem mandou isso, Arthur!
Ele riu sem humor, um som amargo, incrédulo. Apontou para os pedaços do bilhete no chão, o punho fechado.
— Não faz ideia? Então eu tenho um admirador secreto plantado na porra