A mansão de Eleonora Barone mais parecia uma fortaleza disfarçada de porcelana fina e cortinas de seda. Quando minha mãe e eu entramos no salão principal, o ar cheirava a chá de jasmim, algo doce que se misturava ao odor quase imperceptível do veneno que circulava entre olhares, conversas e impressões.
Caterina e a viúva Barone trocaram sorrisos, como se ninguém soubesse que a rivalidade entre elas vinha do tempo em que ainda eram filhas da máfia. Fui recebida com uma polidez gélida por Eleonor