Acordo assustada. Meu corpo reage antes que a minha mente consiga organizar qualquer ideia. O som ecoa nas paredes úmidas como um aviso inevitável: metal contra metal. Não é o som dos insetos da noite, nem das criaturas que vivem lá fora. É algo humano. Algo frio. Algo perigoso.
Abro os olhos devagar, a visão turva por causa do sono picotado, e por um instante meu cérebro se recusa a aceitar onde estou. Mas então a realidade me atinge com violência. O cheiro de mofo. O chão duro. O ar gelado que raspa a minha pele. E logo em seguida, a fechadura gira. A porta se abre com um estalo seco que me faz estremecer.
O amanhecer ainda é fraco. Uma luz pálida se infiltra pela rachadura da porta, criando um contraste quase sinistro com a escuridão da câmara subterrânea. Me sento, o coração acelerado, e suspiro… porque, mesmo desejando que tudo fosse apenas um pesadelo, eu sei onde estou. Lembro de cada detalhe. Lembro de cada segundo.
Um dos homens aparece à porta. A capa escura envolve sua estr