Pádia tenta calçar as sandálias douradas, mas o pé não obedece. O inchaço denuncia a fadiga, a pressão nas pernas, o peso de quem carrega duas vidas: a dela e a que cresce sob a pele.
— Droga… Ela sussurra, sem rancor, mas com a honestidade de quem já chegou ao limite.
— Qual é o seu tamanho? Pergunto.
— Trinta e sete, normalmente. Hoje… trinta e oito.
Tiro, então, minhas sandálias baixas simples, discretas, quase invisíveis e as empurro para perto dela.
— Troque comigo. As minhas são trinta