Meu estômago ronca quando desço as escadas na hora marcada. O som é baixo, mas dentro desse silêncio absoluto parece um trovão. Cada passo ecoa na minha consciência, e por um instante sinto que estou marchando rumo a algo que não escolhi. Há uma solenidade mórbida no ar, como se a casa inteira me observasse em silêncio, ciente do que me aguarda.
A lembrança da conversa com Felicia ainda lateja dentro de mim como uma ferida mal cicatrizada. “Seu marido permitiu que você saísse do quarto.” Essas