Eloy Junqueira inclinou-se sobre as planilhas dispostas à minha frente com a concentração calculada e implacável de quem foi forjado em tribunais e corredores onde se decide o destino dos outros. Conhecido entre nós como “o Juiz”, não apenas pelo posto que ocupa dentro do sistema judiciário de Manhattan, mas pelo juízo inflexível que impõe a tudo e a todos, Eloy era mais do que um padrinho de casamento; era um velho aliado e a única pessoa viva dentro da facção em quem eu confiava sem reservas.