Sorrio, quase por reflexo, e aceno com a cabeça, sentindo-me ridícula. Três dias. Apenas três dias e, ainda assim, a sensação é de que passei uma eternidade enclausurada, como uma prisioneira esquecida no tempo. Hoje, ao dar o primeiro passo fora daquele quarto, o coração pulsa como se fosse o dia da libertação.
Acompanho Ana pelo corredor. A cada passo, o som dos meus sapatos sobre o tapete grosso ecoa como se fosse a trilha de um sonho antigo. A casa é imensa, de paredes escuras e austeras,