Capítulo 38

Sorrio, quase por reflexo, e aceno com a cabeça, sentindo-me ridícula. Três dias. Apenas três dias e, ainda assim, a sensação é de que passei uma eternidade enclausurada, como uma prisioneira esquecida no tempo. Hoje, ao dar o primeiro passo fora daquele quarto, o coração pulsa como se fosse o dia da libertação.

Acompanho Ana pelo corredor. A cada passo, o som dos meus sapatos sobre o tapete grosso ecoa como se fosse a trilha de um sonho antigo. A casa é imensa, de paredes escuras e austeras, cheirando a madeira antiga e cera polida. O silêncio pesa como uma sentença. As cortinas pesadas bloqueiam parte da luz cinzenta do dia, criando uma penumbra quase sagrada.

Há duas escadas em caracol, uma de ferro ornamentado, outra de mármore branco, que sobem em curvas elegantes. Tudo aqui parece feito para impressionar e intimidar.

— Quantos anos tem esta casa? Pergunto, fascinada, passando os dedos sobre o corrimão frio.

Ana sorri com orgulho contido.

— Vários séculos. Foi construída pelo
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