A manhã desperta tímida, coberta por um manto espesso de nuvens. A chuva fina, persistente e constante, cai como uma prece silenciosa sobre o telhado da casa, enquanto o som das gotas contra o vidro cria um compasso quase hipnótico. A luz que entra pela janela é pálida, doentia, como se até o sol tivesse medo de atravessar aquelas paredes.
Já estou vestida há algum tempo quando ouço o leve ranger da porta. Ana entra carregando uma bandeja de prata polida, equilibrando com o mesmo cuidado de sem