Eu acordo ao som de uma voz que tenta ser gentil e não consegue. Primeiro vem um chamado suave, “senhorita”, como se eu ainda não tivesse direito a ser chamada de esposa. Gemeu um fio de dor que me atravessa, porque cada centímetro do meu corpo parece ter sido desmontado e remontado sem cuidado, e a pior fisgada arde entre minhas pernas, lembrando o que foi feito de mim e comigo.
Tarde demais para fingir que não aconteceu. Tarde demais para esconder de mim mesma que foi a nossa noite de núpcia