Quando tiraram o saco da minha cabeça, a primeira coisa que veio foi a dor. Não a dor dos pulsos ainda amarrados atrás das minhas costas — embora ela fosse absurda, quase queimando por dentro da pele —, mas a da luz batendo direto nos meus olhos, forte demais depois da escuridão. Pisquei várias vezes, tentando entender onde eu estava, tentando organizar a respiração que vinha curta, descompassada, quase em soluços.
Meus pulsos ardiam. As amarras estavam cravadas na carne, cortando, apertando, c