Capítulo 118

O caminho até o 10º Distrito parece mais longo do que realmente é. As ruas estão quase vazias, só meia dúzia de almas perdidas caminhando como sombras entre os postes sem luz. Mas eu mantenho o carro acelerado, com os dedos tão tensos no volante que meus nós dos dedos ficam brancos.

A cabeça não para.

O medo não para.

E a mensagem do Francisco só repete dentro de mim like um eco maldito:

“Eu ouvi um grito.”

Felicia.

Minha irmã.

A mesma garota que eu passei a vida inteira tentando proteger de tudo — até dela mesma.

O 10º Distrito não é um lugar para ninguém andar sozinha. Aliás, não é um lugar para ninguém que queira continuar vivo. Metade da população vende o corpo por uns trocados, a outra metade vende a alma por ainda menos. E todas as janelas daquele conjunto de prédios parecem esconder alguém observando da sombra, calculando se vale a pena atacar ou não.

Quando estaciono, meu coração martela tão alto que parece que o carro inteiro está vibrando com ele. O telefone vibra com a loca
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