Quando a gente chegou em casa naquela noite, depois do Tribunal, eu só queria tomar um banho quente e dormir por uns três dias seguidos. Mas Ana, coitada, já tinha preparado um jantar lindo, cheio de detalhes, velas acesas… até parecia romântico. Quase consegui esquecer que tínhamos acabado de sair de um lugar onde basicamente decidiram se eu era culpada de matar meu marido ou não.
A gente sentou à mesa, e eu fiquei ali girando o vinho no copo, apreciando cada gole como se fosse ouro líquido. L