A frase dele ecoou dentro de mim como um tapa:
“Eu durmo sozinho. É melhor assim.”
Melhor pra quem? Certamente não pra mim.
Senti o sangue fugir do rosto, mas segurei firme no braço da cadeira e me levantei.
— Não é melhor — respondi, a voz trêmula e cheia de raiva. — Eu sou sua esposa!
A cadeira não deslizou por causa do tapete, e eu tive que erguer a coisa como se estivesse carregando um trator. Eu estava tão irritada que, se pudesse, jogava a cadeira na cabeça dele.
— Rosália… — ele suspirou