— Pra eles… você tá grávida. — digo enfim, chegando mais perto dela, passando meu dedo devagar pela linha da mandíbula dela.
Rosália fecha os olhos, praticamente se entregando ao toque. Quando abre de novo, o medo ainda tá lá, escondido. E eu odeio que ela esteja com medo.
— Então… — ela respira fundo, a voz quase falhando — a gente vai ter que engravidar. Pra valer.
— Sim. — digo, sem rodeios, porque não existe espaço pra mentira na nossa situação.
O silêncio pesa entre nós por alguns segundos