— Pra eles… você tá grávida. — digo enfim, chegando mais perto dela, passando meu dedo devagar pela linha da mandíbula dela.
Rosália fecha os olhos, praticamente se entregando ao toque. Quando abre de novo, o medo ainda tá lá, escondido. E eu odeio que ela esteja com medo.
— Então… — ela respira fundo, a voz quase falhando — a gente vai ter que engravidar. Pra valer.
— Sim. — digo, sem rodeios, porque não existe espaço pra mentira na nossa situação.
O silêncio pesa entre nós por alguns segundos. Até que ela abre os olhos e me encara com algo diferente neles. Algo que eu não esperava.
— Luciano… — ela começa, a voz baixa — se a gente for trazer uma criança ao mundo… que seja por amor. Não por obrigação.
A palavra “amor” entra em mim como um soco.
Eu abro a boca pra responder, mas ela levanta a mão e me interrompe.
— Eu sei que isso aqui é pra salvar minha vida e proteger você. — diz. — Eu sei do nosso acordo. Mas eu preciso de garantias. Se eu tiver um filho seu… ele não vai sofrer. Eu