Capítulo 110

“Se a gente trouxer uma criança pra esse mundo, que seja por amor.

Não por obrigação.”

Essas palavras… minhas próprias palavras… me atormentam como um eco que não cala. Ficam batendo na minha cabeça dia e noite, como se eu tivesse dito algo proibido. Amor. Logo amor. Eu? Ele? Nós?

Depois de tudo que aconteceu entre a gente?

Depois de tudo que foi quebrado antes mesmo de começar?

Toco a nuca devagar, bem onde a marca dele fica. Onde ele pediu pra deixar à mostra. Onde ele gosta de tocar. Onde eu sinto um arrepio que não consigo explicar. É estranho pensar que, no meio de toda essa bagunça, uma parte de mim realmente acredita que existe algo acontecendo. Algo que não deveria existir.

— Aqui está você, querida — a voz doce de Ana me puxa de volta. Ela aparece no corredor com um casaco creme lindo no braço e já o coloca suavemente sobre meus ombros. — Fica perfeito em você.

— Obrigada — murmuro, puxando o tecido e sentindo aquela textura chique que eu definitivamente não cresci usando.

Es
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