Mundo de ficçãoIniciar sessãoMelissa ficou observando a movimentação do homem e tudo que fazia era elegante. Suas mãos grandes com unhas bem tratadas e saudáveis, era uma tentação. Deveriam ser ótimas para a segurar durante o amor. Como se ela soubesse muito sobre o assunto.
Sempre focou na carreira e quando sentia falta de romance, lia um e-book de romance erótico e ficava satisfeita. Assim, aprendeu o que talvez nem correspondesse à realidade. — Pronto, amanhã estará tudo pronto e iremos ao cartório registrar. Por hoje, posso pedir ao meu motorista para te levar em casa. Você arruma suas coisas e segue direto para a minha casa. Eu levarei Bela, enquanto você cuida de suas coisas . Ele era apressado e dava ordens sem se preocupar com a vontade dos outros ou se obedeceriam, acreditava na fidelidade deles, ou no poder do dinheiro. Mas ela vigiaria todos os passos dele e não cederia sem ter certeza de que não estava sendo enganada. — Mas o senhor disse que eu só iria depois de assinarmos o contrato. — Já tenho um contrato de trabalho para babá, — pegou uma pasta sobre a mesa e passou para ela — pronto, aqui está, é só preencher seus dados e assinar. Sempre prevenido, talvez seja esse o seu trunfo nos negócios, um estrategista que nunca perde, pensou ela. Ele pegou um papel sobre a mesa, já assinado e entregou a ela. — Você já assinou? — Sim, é um contrato padrão, pretendia contratar uma babá hoje e deixei pronto para adiantar, só falta você assinar. Assim que você estiver instalada, cuidarei do caso de plágio e você poderá acompanhar pelo site da empresa e pela internet. — garantiu ele. Ela leu o contrato sentada no sofá e confirmou que se tratava de um contrato de trabalho básico, com espaço para anotar o nome e registro do funcionário contratado. Ela preencheu e assinou. Estava para ser efetivada como designer principal e esperava que ele cumprisse o que disse sobre ela continuar seu trabalho. Isso incluiria os bônus de produção caso seus designers fossem aprovados. Enquanto ela lia e assinava, ele ordenou ao motorista que a levasse em casa e a ajudasse com a mudança. — Pronto. — disse ela. — Ótimo, Raul está te esperando na garagem subterrânea, desça pelo elevador da presidência e nunca mais use os outros. Ela saiu como um robô automatizado, surpresa demais com o que estava acontecendo. No fundo, estava apreensiva, acreditava que algo errado não estava certo, mas não sabia o que era. Chegou em seu apartamento conjugado, do tamanho certo para ela, mas alugado. Arrumou suas coisas pessoais em uma única mala e, os objetos de uso pessoal, arrumou em uma caixa plástica grande, o restante, contrataria alguém para arrumar e levar. Nem sabia onde era o endereço do patrão e que agora seria o seu, por isso resolveria tudo no dia seguinte pelo telefone. Raul ajudou-a a levar tudo para o carro e depois seguiram em direção ao novo endereço. Diná foi recebê-la na porta e quando viu a aparência doce e elegante da jovem, ficou grata a Deus por lhe enviar um anjo. — Seja bem vinda, querida. Eu sou Diná, a governanta. — Obrigada, eu sou Melissa Jones, a nova babá. O sorriso de Melissa era cativante, mesmo ela estando cheia de receios sobre sua situação naquela casa. Sua vida mudaria por completo e o pior, não fazia ideia do que fazer com uma criança . Diná já era uma senhora e conhecia bem as reações femininas, notou logo a insegurança de Melissa e tratou de deixá-la confortável. — Vamos entrar, Raul levará a bagagem. Seu quarto é por aqui. O patrão ligou e pediu para separar um quarto aqui no térreo para você. Ele também comunicou que você poderá transformar o quarto em seu atelier. Melissa franziu a sobrancelha, pensou: um quarto para eu dormir ou um quarto para transformar em atelier? — Onde é o quarto da Bela? — É no primeiro andar. Estou esperando as novas ordens do patrão, mas creio que, quando ele chegar com a filha, comunicará como será. Então, Melissa achou melhor se calar, já que não teria respostas adequadas da governanta. Talvez ela não soubesse que eles iriam casar e então, talvez, ela tivesse outro quarto no primeiro andar. Como seria um casamento proforma, provavelmente não dormirão no mesmo quarto, nem em quartos conjugados. Ao entrar no quarto arrumado para ela, percebeu que era um enorme, com cama, closet e um banheiro anexo. Em uma área à parte, tinha uma escrivaninha com cadeira, onde ela poderia usar seu computador para fazer seus desenhos e entrar em contato com o escritório da empresa. Era muito espaçoso, provavelmente caberiam dois do seu conjugado ali dentro e não viu nenhum problema em ficar nele. No futuro, arrumaria seu ateliê de costura para os testes de confecção e sorriu, satisfeita. — Está ótimo, ficarei bem instalada aqui. — Todos os funcionários que moram aqui, ficam em um prédio anexo. Você é a única que dormirá dentro da casa principal. — Entendo, ela ainda é muito novinha e talvez precise de algum atendimento durante a noite. É melhor estar por perto. Diná sorriu, apreciando a jovem cada vez mais, ela era delicada, educada e percebia tudo rapidamente. — Vou deixá-la arrumando suas coisas, enquanto agilizo o almoço. Sinta-se em casa. Seria muito difícil ela se sentir em casa em um lugar tão estranho. Nunca havia morado em um ambiente tão espaçoso. Arrumou suas roupas no closet e foi tomar um banho, logo estava vestida em um vestido simples e esperando o patrão chegar com a patroinha para almoçar. Quando os dois chegaram, Bela entrou correndo e procurando sua nova mamãe. Quando avistou Melissa a esperando, abriu os braços agarrando-a e dizendo, feliz: — Você veio, você veio! — Sim, eu vim, meu amorzinho. — Agora você é minha mamãe. Melissa ergueu o rosto para olhar o patrão, com um questionamento, mas Rômulo não disse nada, só sorriu, paralisando Melissa que ficou encantada com a beleza do homem. — Seja bem vinda a sua nova residência, Melissa. Espero que aqui se torne o seu novo lar. — Obrigada, senhor. — Aqui você deve me chamar pelo meu primeiro nome, Rômulo. — Não é fácil, você é meu patrão. — Por pouco tempo…— disse ele, com um sorriso misterioso.






