Ela o encarou por um longo tempo. A chuva lá fora parecia ter parado, mas dentro dela, a tempestade ainda rugia.
— Tá bom, William. Eu vou te ajudar. Mas só até seus pais irem embora.
— Combinado — ele disse, tentando esconder o alívio.
— E mais uma coisa... — ela completou, apontando o dedo para ele. — Sem mais bebidas. Sem mais capelas. E sem mais músicas do Bruno Mars.
William riu.
— Prometo. Mas... posso continuar te chamando de “minha esposa”?
Seraphine revirou os olhos, mas não respondeu.
Seraphine se virou em silêncio e caminhou até a cozinha. William a seguiu, ainda sorrindo, como se aquele pequeno acordo tivesse tirado um peso de seus ombros. Ela abriu um dos armários e começou a procurar a cafeteira.
— Você não sabe onde guarda o café? — perguntou, arqueando uma sobrancelha.
— Sei... é que normalmente a Jinx cuida disso. Mas hoje ela não veio — respondeu ele, encostando-se à bancada.
— Claro. O CEO não tem tempo pra café caseiro — disse ela, com um tom brincalhão.