Amara
O celular vibrou embaixo do travesseiro como um segredo impaciente. Quase não acreditei quando a tela acendeu, aquele aparelho não devia nem existir. Lia tinha me entregado às escondidas, arriscando mais que eu gostaria, e desde então eu o mantinha desligado, temendo que Damian pudesse farejar até sinais invisíveis. Mas naquela noite, o brilho azul cortou a escuridão e trouxe uma frase que me arrepiou inteira:
— “Ele não é o único monstro. Se quiser a verdade, venha sozinha. 22h. Armazém