Amara
O relógio da cobertura piscava perto da meia-noite quando ouvi o barulho da porta principal. Eu estava no quarto, mas o som dos passos pesados ecoou pelo corredor como trovão. Não eram passos calculados, eram arrastados, erráticos. O tipo de ruído que só um homem embriagado faz.
Levantei devagar, enrolada na manta, e segui até a sala. O cheiro de uísque se espalhava antes mesmo de eu entrar no escritório. A porta estava entreaberta. Empurrei com cuidado.
Damian estava lá, caído na poltron