Irina
O silêncio foi o que me acordou. Para alguém acostumada a sons contínuos — passos apressados, vozes, o zumbido discreto de conversas —, o vazio daquela manhã parecia quase ensurdecedor. Por um momento, me permiti permanecer imóvel, de olhos fechados, sentindo o toque suave dos lençóis contra minha pele. A memória da noite anterior pairava em minha mente como uma névoa incômoda, repleta de lacunas que meu cérebro parecia relutante em preencher.
Quando abri os olhos, notei imediatamente: Pi