Alexandra
Eu sentia o balanço do avião. O sol de São Paulo era um brilho ofuscante através da janela pequena, mas em minha mente, eu já estava sob a chuva cinzenta de Itajaí. A viagem de volta foi um monólogo interno, uma batalha silenciosa entre a mulher que eu tinha me tornado e a garotinha que eu fui. Uma batalha ente o que fui ensinar odiar com a parte que eu amava o que ninguém via nele: o sorriso que ele dava a si mesmo quando pensava estar sozinho, a forma como a luz batia nos seus olhos