CAYO
Acordo com meu peito pesado. Igual depois de uma briga grande, daquelas que tu toma uns socos, dá uns, e no fim fica aquele peso de ter sobrevivido. A diferença é que agora a briga não tem ringue, não tem hora pra acabar. Analu tá sentada no chão da sala, abraçando os joelhos, olhando pra janela como se o mundo fosse entrar por ali a qualquer segundo. A luz do posto de gasolina corta o rosto dela, e eu vejo o cansaço estampado nos olhos.
Três meses. Três meses desde que a Mari nos tirou do