ANALU
A rua tá estranhamente silenciosa quando eu abro a porta do apartamento novo. O coração ainda acelera toda vez que a chave gira na fechadura.
Três meses.
Já faz três meses desde que a Mari me tirou daquela clínica, desde que me joguei no colo do Cayo na frente da cadeia, desde que a gente começou a correr e não parou mais. E ainda assim, o silêncio me assusta.
Tô acostumada com o barulho dos meus próprios nervos, com a sensação de que alguém vai aparecer a qualquer momento.
O apartamen