ANALU
O gosto dele ainda estava na minha boca. Salgado, único, dele. Eu tinha engolido tudo, querendo cada gota, querendo fazer parte dele de novo da maneira mais íntima possível. E agora, ele estava sobre mim, seu peso um paraíso depois de meses de solidão e um colchão de clínica. O corpo dele, suado já, colava no meu. Cada músculo, cada contorno, era uma lembrança dolorosa e gostosa ao mesmo tempo.
— Agora eu vou te foder tanto que você vai ficar assada, patricinha — ele rosnou, e aquele som,