Analu
A noite era comum. Daquelas que a gente aprendeu a valorizar depois de tanta luta. A mesa posta, o cheiro da comida caseira, as crianças rindo e brigando ao mesmo tempo. O tipo de noite que, anos atrás, antes da Zaya, parecia um sonho distante.
A Zaya tava no colo do Cayo — ele que acostumou ela a comer assim — pegando a coxa de frango com a mão, sujando tudo. O Zyon, do meu lado, contava animado sobre o campeonato de futebol da escola.
— Mãe, a gente ganhou de seis a zero! E eu fiz do