A VISITA AO QUARTO DE ARMAND FORÇA QUE NASCE DO AMOR
A porta da UTI privativa abriu-se ao som suave de um bip contínuo.
— O ambiente, imerso em branco e silencioso, carregava aquela energia densa que só existe onde a vida luta para permanecer.
— Gemima entrou devagar, como se cada passo fosse uma oração silenciosa, um ritual que reverberou por todo o espaço.
—Jano a seguia com atenção, observando cada movimento, cada respiração, cada expressão que cruzava o rosto da mulher que ele amava profundamente.
— A enfermeira permaneceu à porta, respeitando aquele precioso momento que parecia transcender o tempo, ciente do impacto emocional que estava prestes a acontecer.
Armand estava deitado, a cabeça enfaixada como um símbolo de sua fragilidade e resistência, e um dreno lateral no tórax que parecia contar a história de sua luta heroica.
— Monitores ao redor registravam, com precisão quase poética, cada batida do seu coração, enquanto os respiradores mantinham o ar fluindo de maneira rit