LARA
Quando a porta da limusine se abre, o mundo vira palco. E nós, protagonistas de um espetáculo meticulosamente ensaiado — pelo menos aos olhos dos outros.
Dorian desce primeiro. Impecável. O terno negro como a noite recém-nascida, o olhar sóbrio, mas com algo por trás, algo que só eu enxergo. Ele se vira para mim, estende a mão e eu a aceito, sentindo a energia que ainda pulsa entre nossos dedos. Tensa. Elétrica. Quase controlada.
Ao me ajudar a sair, ele não diz nada. Não precisa. Seus olh