LARA
A viagem de volta foi mais silenciosa do que eu esperava. Não o silêncio incômodo de quem carrega mágoas ou promessas não cumpridas. Foi um silêncio calmo. Tranquilo. Dorian foi gentil. Atencioso, até. Me ofereceu o casaco quando o avião ficou gelado, pediu meu prato preferido no jantar e, por um segundo longo demais, achei que poderíamos voltar ao eixo.
Que o que aconteceu naquela madrugada — os beijos, a entrega, o toque — não fosse mais uma linha cruzada, mas um ponto de partida.
O aviã