LARA
A mesa está posta com cuidado quase cerimonial.
Louças claras, talheres polidos, taças que refletem a luz amarelada do lustre. Eliza pensou em cada detalhe. As flores no centro são discretas — lavandas e pequenos ramos verdes — mas ainda assim preenchem o ambiente com delicadeza.
Minha mãe está sentada na cabeceira, conversando animadamente com Luísa, a enfermeira. Luísa insiste que não precisa se sentar, mas minha mãe, com aquele ar de comando afetuoso, já disse duas vezes que “ninguém se