DORIAN
Lara desce do carro com a leveza forçada de quem aprendeu a sorrir quando está prestes a cair.
Vejo da sacada do segundo andar, onde finjo estar apenas observando o jardim. Ela ergue os olhos por um instante, nos encontra — a mim e ao nosso lar — e faz aquele gesto automático de ajeitar o cabelo como se isso fosse o suficiente para arrumar também o mundo ao redor.
Mas eu a conheço.
A verdade está nos ombros: ainda tensionados, mesmo na volta de uma massagem terapêutica. Nos passos: ainda