Ainda sinto o corpo de Isadora colado ao meu, quente, pulsando vida contra mim. O quarto está mergulhado naquela penumbra confortável, só a luz suave que entra pelas cortinas deixando tudo mais íntimo. O cheiro dela ainda paira no ar, misturado ao perfume discreto dos lençóis recém-trocados. Estamos deitados, entrelaçados, minha mão acariciando de leve as costas dela enquanto sua respiração tranquila embala o silêncio.
— Eu ficaria assim para sempre, se pudesse — ela murmura contra meu peit