O relógio quase marca 18h quando a porta do meu escritório se abre devagar. Isadora surge ali, o cabelo caindo solto sobre os ombros e o olhar sereno, ainda que levemente cansado.
— Estou indo pra casa — ela avisa, apoiando a pasta contra o quadril.
Levanto os olhos dos papéis e me ajeito na cadeira.
— Eu vou com você.
Ela franze a testa, como quem não entende.
— Não precisa. Vou com os seguranças.
— Estava esperando você para ir embora, Isa. — Minha voz sai firme, sem espaço pa