O sol mal consegue atravessar as cortinas pesadas do quarto, mas ainda assim noto o dourado suave se espalhando pelo chão. Enrico começa a resmungar no berço ao meu lado e eu me levanto com aquele corpo pesado de quem dormiu pouco, mas dormiu em paz. Ontem à noite foi a primeira vez, em semanas, que senti algo parecido com esperança.
Quando pego Enrico no colo, escuto passos no corredor. É Sebastian. Ele entra devagar, ainda de muletas, mas sem a rigidez fria de antes. Hoje há uma suavidade