SEBASTIAN
Passaram-se alguns dias desde que abri os olhos e descobri que minha vida não é mais a mesma — ou melhor, que não é mais a vida que eu lembrava. Recebi algumas visitas nesse tempo, rostos que ora me parecem familiares, ora me soam como completos estranhos.
Isadora vem todos os dias. E com ela, o bebê. Enrico. Meu filho. Quando o vejo, sinto apenas estranheza. É como se fosse o filho de alguém que eu respeito, mas não o meu. Tento encontrar em mim uma fagulha de reconhecimento, qua