Irina Smith
Cheguei em casa com os pés gelados e a cabeça fervendo. O mundo parecia girar mais lento, como se me observasse com olhos silenciosos e julgadores. Girei a chave na fechadura com um estalo seco, mas aquela porta… aquela simples porta… parecia pesar toneladas. Talvez não fosse a madeira. Talvez fosse o peso da escolha que eu carregava nos ombros.
Empurrei devagar, entrando no escuro. O apartamento estava do mesmo jeito que deixei, o abajur da sala apagado, o sofá com a manta jogada