ARTHUR
O som que saiu do meu telefone não foi apenas um barulho de metal batendo contra metal. Foi o som do meu mundo sendo estraçalhado. Ouvi o grito de Maya — curto, agudo, carregado de um pavor que eu nunca quis que ela conhecesse — e depois o rugido ensurdecedor de pneus lutando contra o asfalto, seguido por um ruído seco de estática.
— Maya? Alessandro?! — berrei, minha voz ecoando no camarote da Vanguard como o grito de um animal ferido.
Nada. Apenas o silêncio branco e frio da ligação ca