MAYA
O silêncio do apartamento era diferente de qualquer outro que eu já tivesse experimentado. Não era o silêncio acolhedor da nossa cobertura; era um silêncio estéril, pesado, que parecia observar cada movimento meu. Desde que pousei em Londres, meu celular pessoal se tornou um pedaço de vidro inútil. Sem sinal, sem Wi-Fi, sem voz.
As palavras de Anna ainda ecoavam na minha mente como um ultimato: "Sem contato com o Arthur. Se ele souber onde você está, o Heitor saberá. E se isso acontecer, o