ARTHUR
O silêncio que se seguiu ao clique do encerramento da chamada com Anna foi cortante. O ar no meu escritório parecia rarefeito, impregnado com a falsidade das palavras que eu acabara de proferir. Mantive o celular na mão por alguns segundos, sentindo o metal frio contra a palma, antes de jogá-lo sobre a mesa com um desprezo que eu não podia mais esconder.
— Ela acreditou? — a voz de Vincent veio da penumbra, baixa e cautelosa.
Passei a mão pelo rosto, sentindo a rigidez dos músculos da fa