VINCENT
O brilho azulado de seis monitores era a única luz no meu escritorio
particular. Enquanto o mundo conhecia Arthur Valente, poucos sabiam que eu,
Vincent, não era apenas o seu braço direito; eu era o herdeiro do Grupo
Alvarez, um império de logística que eu geria através de procuradores enquanto
escolhia viver no "anonimato" da assessoria. Arthur e eu
compartilhávamos o mesmo trauma: o peso de sobrenomes que funcionavam como
jaulas. Nos conhecemos na faculdade, dois garotos ricos que odi