ARTHUR VALENTE
O som da primeira batida na porta da cobertura não foi apenas um ruído metálico; foi o gatilho que rompeu a última barragem do meu autocontrole. Eu ouvia os gritos de "Polícia!" e o clarão das sirenes lá embaixo, mas meus olhos não saíam de Maya. Ela estava parada no meio do quarto, envolta apenas num lençol, com a pele ainda quente do nosso momento, mas com os olhos transbordando um terror que eu nunca deveria ter permitido que ela sentisse.
Eu senti quando perdi o controle, u