CAPÍTULO 18 — NOITE DE GUARDA

POV CARUÃ

A escolta do Solimões tinha cruzado a fronteira do rio há mais de três horas.

Yara foi embora do nosso território com um sorriso de canto de boca que fedia a ameaça velada. O Conselho já tinha dispersado pras próprias tendas, e a patrulha da madrugada já estava dobrada nas margens. O terreiro inteiro finalmente calou a boca e dormiu.

Mas eu continuava no meio do terreiro, olhando pro vazio.

A pele da minha mão direita tava quente. Um calor doente, grudado nos calos dos meus dedos,
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