O sol nem tinha nascido direito e o mormaço já sufocava o ar dentro da cela de cedro.
Passei a madrugada inteira encarando o teto, deitada no chão duro, escutando o estalo da madeira e o vento nas árvores do Fundo. O corpo tava um lixo. A base do pescoço repuxava de tensão e o gosto de ferrugem na boca não sumia por nada.
A porta abriu sem aviso. O baque seco da madeira batendo na parede me fez pular sentada.
Caruã parou no batente.
O gigante tava destruído. A sombra debaixo do olho dourado