A manhã chegou empurrando o bafo quente de Manaus pra dentro da cela de cedro.
Eu não tinha pregado o olho.
O corpo doía inteiro. As costas reclamavam do colchão de espuma rala. As pernas pesavam. E aquele calor fantasma que Caruã tinha deixado na minha nuca ainda parecia pinicar a pele, como se o toque dele não tivesse ido embora de verdade.
Lá fora, o acampamento já tinha acordado.
Machado batendo em lenha verde. Voz baixa passando de um lado pro outro. Água correndo no igarapé. O tip