Eu não dormi. Impossível apagar o cérebro quando o seu corpo sabe que virou caça.
O colchão fino da cela fedia a mofo e suor seco, e a madeira de cedro da parede parecia encolher um palmo a cada hora que passava. Fiquei sentada no escuro, as costas apoiadas na quina fria do quarto, abraçando os joelhos.
Em Manaus, a madrugada é barulhenta. Tem som de moto cortando giro na avenida, cachorro latindo pra sombra, sirene de polícia longe e brega calypso vazando de algum bar do porto. O barulho d