— Você vai querer ouvir o que eu tenho a dizer — ele falou. — Senta.
Eu terminei de secar o rosto na barra da blusa, devagar. A água fria ainda pingava da minha nuca, escorrendo pelas costas, mas eu não desviei o olho do gigante parado no batente da porta.
— Minha perna tá ótima, grandão. Pode falar daí mesmo.
O maxilar de Caruã travou. Um movimento quase imperceptível sob a pele cobreada. Ele não insistiu. Deu dois passos pra dentro do quarto, e o espaço que já era um ovo encolheu até me es