331 - Pra onde a gente vai
Depois de alguns segundos de silêncio, segundos que pareceram longos demais para quem ainda sentia o impacto do quase tombo, Cássio levantou Malu com cuidado, como se ela fosse feita de algo frágil demais para ser apressado.

Ela piscou algumas vezes, tentando reorganizar os pensamentos, o frio, a surpresa… ele.

Tudo o que conseguiu dizer foi:

— Obrigada.

A voz saiu baixa, quase engolida pelo cachecol.

Cassio apenas assentiu com a cabeça, sem sorrir, sem ironia, sem pressa. Continuou segurando o braço dela, como se aquele fosse agora o lugar natural da mão dele.

— Eu posso te ensinar a patinar.

— Eu acho que consigo sozinha — Malu respondeu, tentando se desvencilhar, mais por orgulho do que por convicção.

O movimento, porém, teve o efeito contrário. O patim escorregou, o corpo inclinou, e ela perdeu o eixo de novo.

Cássio a segurou pela cintura com naturalidade, como se aquele gesto já fosse um hábito antigo.

— Vem — disse baixo, quase perto demais. — É mais divertido a dois.

Ela hesito
Aya Lins

Prepare os lencinhos... e o coração.

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