332 - Milagre de Natal

Cássio pediu ao taxista para descerem antes do destino final.

— Prefiro andar um pouco — disse. — Se estiver tudo bem pra você.

Malu assentiu.

O Central Park estava quase vazio. A iluminação suave desenhava sombras longas no caminho, e o frio parecia menos agressivo ali dentro, como se Nova York tivesse abaixado o tom de voz.

Eles caminharam lado a lado, sem se tocar.

À frente deles, a Bow Bridge surgia delicada, quase etérea sob as luzes.

Cássio percebeu Malu tentando aquecer as mãos dentro do bolso do casaco.

— Toma — disse, estendendo as luvas. — Tá muito frio.

— Está mesmo... mas eu quero que esfrie mais — ela respondeu, colocando-as. — Aliás… eu quero que neve.

— Nevar em dezembro… — ele começou.

— …é muito raro — ela completou, fazendo uma meia careta que arrancou uma risada sincera dele. — Eu sei. A Francine já me falou. Mas eu acredito em milagres de Natal.

Cássio parou por um instante.

— Então eu também vou acreditar — disse, olhando nos olhos dela. — Se você voltar pra mim.

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