A véspera de Natal em Nova York parecia saída de um filme.
As ruas estavam mais iluminadas do que o normal, vitrines disputavam atenção com decorações exageradas, e o frio cortava o rosto de quem se aventurava para fora sem um bom cachecol.
Malu caminhava ao lado de Francine com as mãos enfiadas no bolso do casaco, o cachecol bem apertado no pescoço, tentando absorver tudo de uma vez.
Ainda assim, havia algo diferente no ar.
Uma expectativa silenciosa, quase infantil, como se a cidade inteira estivesse prendendo a respiração à espera de um milagre.
As duas caminharam juntas até o Rockefeller Center, misturadas à multidão que se espremia para ver a árvore de Natal mais famosa do mundo.
Quando dobraram a esquina e a árvore de Natal surgiu diante delas, Malu simplesmente parou.
Não era apenas grande.
Era absurda.
A árvore parecia tocar o céu, coberta por milhares de luzes que piscavam em tons quentes, refletindo nos prédios ao redor como se o próprio Natal tivesse descido ali para morar.