Cássio chegou em casa carregando no corpo o peso de uma noite inteira que parecia ter durado dias.
Os ombros estavam tensos, a cabeça latejava, e o cansaço não vinha só da noite mal dormida, vinha da culpa, da preocupação e da irritação por ter sido arrastado para mais um caos provocado por Maya.
Assim que fechou a porta do apartamento, largou as chaves sobre o aparador e puxou o celular do bolso.
Abriu a conversa com Malu.
Os dedos pairaram sobre a tela por alguns segundos antes de digitar.
“Amor, virei a noite no hospital com a Maya. Foi um susto, mas tá tudo bem agora. Quando eu sair do trabalho passo ai e te explico melhor. Me liga quando acordar.”
Enviou.
Não ficou esperando resposta.
Colocou o celular sobre a bancada da cozinha e seguiu direto para o banho, tentando lavar não só o corpo, mas aquela sensação estranha de que algo estava fora do lugar.
A água quente escorreu pelas costas, levando embora o cheiro de hospital, mas não conseguiu levar a sensação incômoda no peito.
Ele