Malu chegou à mansão de Francine e Dorian com uma pequena mochila nas costas e a sensação de que o próprio corpo pesava uma tonelada.
Cada passo pelo caminho de pedras até a porta principal parecia exigir um esforço desproporcional, como se a gravidade tivesse aumentado só para ela.
O rosto estava inchado, os olhos ardendo, e a garganta apertada denunciava que o choro tinha sido contido à força durante todo o trajeto.
Antes mesmo de tocar a campainha, a porta se abriu.
Francine apareceu descalça, vestindo um robe leve, o cabelo preso de qualquer jeito, claramente não estava esperando visita alguma naquela manhã.
O olhar dela encontrou o de Malu… e bastou isso.
Malu não disse uma palavra.
A mochila escorregou do ombro e caiu no chão no mesmo instante em que ela se jogou nos braços da amiga, desmoronando ali mesmo, no hall de entrada.
O choro veio forte, descontrolado, daquele tipo que sai do fundo do peito e dói fisicamente.
Francine ainda levou alguns segundos para processar o que esta